A impressão que deu é que apertaram um botão na mesa de controle da Fifa e a Copa finalmente começou. Até ontem ainda tava todo mundo meio quieto, reconhecendo o terreno, mas hoje acordamos com o barulho ensurdecedor dos gritos, das buzinas e das vuvuzelas. Os sulafricanos resolveram se juntar para apoiar o time que abre o Mundial na sexta contra o México. 200 mil pessoas completamente enlouquecidas armaram uma espécie de micareta africana em frente ao hotel que os Bafana Bafana estão hospedados, e que fica do lado do nosso.
Foi o preto com branco mais colorido que eu já vi. Um dos nossos motoristas, negro que mora em Soweto e mal conhece essa parte da cidade, disse que era a primeira vez que via negros e brancos juntos, curtindo a mesma alegria e o mesmo orgulho. Ele tem quase 60 anos.
Pode soar piegas, mas a festa era mesmo um momento especial. A multidão educada e curiosa fazia questão de dar as boas-vindas com seu melhor sorriso aos turistas como nós. Quem tentava passar de carro era bombardeado com vuvuzeladas, e respondia com um arsenal de buzina. Até os gambés gritavam e dançavam com o povo.
Quando finalmente o carro aberto que levava a delegação sulafricana saiu do hotel, a massa explodiu. E deu pra ver que o Parreira e todos os jogadores não acreditavam no que viam. O Felipe ainda conseguiu chamar o boquinha-de-chupa-ovo , que deu um salve pro CQC sem conseguir esconder a excitação. Depois li que, para ele, o momento só se compara com 70 e 94. Eu boto fé.
Nossa, chorei! Puta momento... Belo texto!!!
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