sexta-feira, 11 de junho de 2010

Deep inside Soweto

Hoje voltei ao Soweto, desta vez para acompanhar a abertura da Copa ao lado de 50 mil manos do Soweto, pauta que fiz questão de fazer. Como disse o nosso anfitrião, o simpático motorista Nicholas, que eu já adotei como avô preto, "I gonna take you deep inside Soweto". Primeiro ele nos levou à sua casa, que nem era tão fudida assim. Fez questão de apresentar a família inteira (foto 1) e depois fomos direto pro terreno onde estavam o telão e a massa.
Se ontem fiquei com uma impressão ruim do lugar, hoje saí de lá com sensação de ter vivido outra passagem única. O clima frio, aquela luz bonita de inverno, uma multidão organizada e extremamente educada me lembrou até os melhores festivais gringos. Embora fôssemos os únicos brancos na quebrada, fomos muito bem recebidos. Todo mundo sorria, queria tirar foto ou simplesmente perguntar de onde a gente era. E quando a resposta é Brasil, já somos todos íntimos.
Na hora do gol eu vibrei como se fosse um gol do Corinthians na final, e fui abraçado por quem estava em volta, como costuma acontecer no Pacaembu. O Felipe e o Pedro viram do melhor lugar do estádio, mas eu não trocaria jamais pelo melhor lugar do mundo para assistir ao primeiro jogo do time da casa em território africano.




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