domingo, 27 de junho de 2010

Miami x Mongaguá

Vinte e tantos dias depois, com o quartinho pra 2 ficando cada vez menor, saímos de Joburg pela primeira vez. A falta do que fazer quando não estamos gravando, o frio, o ar seco e a poeira que estraga o nariz e garganta ficaram para trás, pelo menos por um par de dias.
Durban é uma mistura de Miami com Mongaguá. Tem um visual bonito, uma praia grande, com ondas boas, aquele clima diferente de litoral e um calorzinho digno de bermuda e chinelo durante o dia. Mas de noite, quando o vento começa a bater e pedir tênis e jaco, a atmosfera muda. Na rua só fica doidão, circulando de um lado pro outro, oferecendo nice marijuana e white powder. Entre os locais, muito indiano e árabe. Pelo menos ali perto da avenida da praia, onde ficava o nosso hotel.
Chegamos às 11 da noite, deixamos as coisas no hotel e fomos tomar uma ali do lado antes de dormir.
No dia seguinte, sexta, acordamos, festejamos o calor e fomos gravar umas coisas na praia. Sol, clima de festa, um monte de brasileiro e português empolgados com o jogo. Com muito boa vontade, além de um pouco de saudade, o rolê no calçadão me lembrou Barceloneta. Mas já estava na hora de comer alguma coisa e ir pro estádio.
O estádio de Durban é simplesmente lindo. Mais que o Soccer City. Moderno e sultuoso, deixou todo mundo arrepiado quando entramos e vimos como ele é por dentro. Era o primeiro jogo do Brasil de dia, a gente ainda não tinha as credenciais de volta e por isso não podia gravar. Então concentramos tudo na tal ação secreta, e dessa vez deu pra sentar e assistir o jogo como torcedor, ainda que, pelo desinteresse dos dois times, a pelada não merecesse tanta atenção.
Deu tempo de ver o pôr-do-sol lá de dentro antes de voltarmos pro hotel com a missão secreta cumprida, celebrando a dádiva que é poder respirar um ar mais úmido. Agora estamos de volta à poeira de Joburg prestes a ver los pinche xicanos chingando los reputisimos argentos, wey. No mames, cabrón!

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